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Narrativas

Fosse eu apenas seria brando, na que escreve não tenho mão.

Narrativas

Fosse eu apenas seria brando, na que escreve não tenho mão.

Who wants to live forever?

01.05.22, Maria Soares
    Um dia escrevi que viver eternamente como muitos desejariam seria uma tremenda maçada e o erro maior que cometeríamos, se tal nos fosse possível. Mantenho-o! Tome-se como exemplo duas pessoas com alguma diferença considerável de idade que, a certa altura, decidem viver juntas; não nos prendamos, por agora, ou mais tarde, com o tipo de emoção que os liga!   A princípio tudo é novidade e entusiasma. Mas o tempo, esse vil assassino de relações, que labora na sombra (...)

Path - (A Parábola dos Livros)

27.01.22, Maria Soares
    Como evadir-se sem "agitar as águas" e encontrar um sítio seguro? Mais e principalmente! De onde viera a telha? Não havia indícios. Porque resolvera cair aos pés dela; por pouco, atingindo-a na cabeça e na sua casa? Ah, não! Não ia nessa coisa de "escolhidos, predestinados" nem lá perto. Neste mundo não existiam essas veleidades. E ela não era assim tão afoita, nem indicada para a "missão". Às vezes assustava-se com a própria sombra. A existir uma tarefa, envolveria (...)

Leubh - (A Parábola dos Livros)

21.01.22, Maria Soares
      Nada a ligava aquele que se atrevera a indiciar algo errado com o mundo actual. Porém... saber que alguém mais jovem que ela, atolado no lodo destas condições de indiferença e vazio rebelara-se, começou a tonar conta de tudo, deixando-a intranquila e a martelar-lhe a cabeça dia e noite.   Não existia quem corroborasse a história do rapaz. A acontecer, fora há muito tempo. E ser verdade tal coisa, tinha tantas hipóteses como ser mentira. Uma lenda urbana. O devaneio (...)

A Parábola dos Livros?

19.01.22, Maria Soares
    Nascera num mundo onde não havia livros nem qualquer laivo de imaginação. As coisas eram preto no branco. Mesmo as coloridas tinham um ar desmaiado. A população era toda magra, alta, de feições aceitáveis, onde nunca se via um sorriso. Abaixo da testa o olhar mecanizado era transversal, mudasse a cor da íris e o tamanho das pestanas. Neste mundo todos se relacionavam sem paixão. Sem cerimónias de corte ou posteriormente de enlace. Procriavam, raramente, como faziam o (...)

Twilight Zone

20.12.21, Maria Soares
    Foram precisos uma Primavera inteira e um fastidioso Verão prolongado, para chegarmos ao único dia de Outono. Chove! Então os tapetes de folhas outrora rodopiantes por toda a parte, até quase roçarem os bordos do céu, foram metidos na ordem! Obrigados a colarem-se ao passeio; para estarem, por Deus, um momento, quietos! As outras mais atiladas sobre a terra perto dos pinheiros, plátanos e demais, de amarelo, vestidas, tornaram-se castanhas, entre os tufos de ervas verdes. (...)