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Narrativas

Fosse eu apenas seria brando, na que escreve não tenho mão.

Narrativas

Fosse eu apenas seria brando, na que escreve não tenho mão.

Frases soltas por aí, apanho-as todas...

22.06.22, Maria Soares
      A panelinha em que hoje comparticipas é a mesma que te vai cozinhar amanhã! Se já te esqueceste da lei do retorno, ela ainda se lembra de ti!Nunca alimentes sentimentos de vingança. Senta-te e espera. Aqueles que ferem os outros geralmente acabam por destruir-se entre si.   

Ler merda!

13.06.22, Maria Soares
        Vou tentar escrever transparecendo com um esforço hercúleo uma nesga de inteligência, mas sem perturbar quem incomodo por escrever amiúde ou sistematicamente o que me interessa. O que me satisfaz, independentemente do que elas(es) pensam sobre o ridículo que me pauta e do que está escrito, saltando os temas que são "legais" e admitidos por "ajuste directo", dos que nunca lhe pedi para ler e até agradecia que me evitassem! Com tanta sumidade na escrita, teimosamente (...)

Somewhere...

27.05.22, Maria Soares
  Thunder (continuação)   Largou-me bruscamente. Precipitei-me para a frente em três ou quatro passos atabalhoados e com a força do impulso empregue, desequilibrei-me e caí. Fiquei por momentos, amarfanhada no chão. Com uma vontade enorme de chorar. A desejar veementemente ser uma criança outra vez, a passear de mãos dadas, com mos meus pais, naqueles recantos únicos aonde costumavam levar-me, ignorante que me aguardava (...)

Shelter

26.05.22, Maria Soares
    Thunder (continuação)   — O mesmo que tu, fica descansado. — Atirou-lhe entre dentes. — Muito bem! Então como aconselhaste há instantes, assume quem és! — já no limiar da porta e sem se voltar para trás, acrescentou. — Conta-lhe porque está aqui! E... não leves muito tempo! Começo a ficar impaciente com os teus métodos. "Era impressão sua ou os papéis tinham-se invertido. O que antes supusera no controlo da situação, não passava de um subalterno? Será (...)

Mirrrors

26.05.22, Maria Soares
    Thunder (continuação)   Estavam e, em simultâneo, não estavam no salão! A única certeza é que não os conhecia e aquele jogo de espelhos era doentio. Um toca e foge entre caçador e presa, que exigia um esforço descomunal entre o permanecer concentrada no que era real e não; na acção a desenrolar-se no espelho, que (...)

Demons

23.05.22, Maria Soares
    Thunder  1.ª Parte   Impaciente descartou a boa educação. Apesar de sentir-se incomodada e de o seu sexto sentido a aconselhar a ir com muita calma, acendendo todas as luzes vermelhas e fazendo disparar todos os alarmes num raio de quilómetros, levantou-se, disposta a pôr termo naquela charada. Mal abriu a boca... as palavras estudadas no breve interregno em que o seu interlocutor se deslocou até (...)

Thunder

21.05.22, Maria Soares
    Gostava de trovões. Precipitava-se para a janela quando a trovoada se abatia sobre a cidade. A mãe assustada corria a puxá-la para trás advertindo-a do perigo, entre um benzer apressado e um evocar de Santa Bárbara! A custo e de cara feia obedecia e ficava a olhar de longe o clarão, cirandando ao som da chuva, a bater palmas quando a casa estremecia e a luz em pânico, por momentos, também, afrouxava, parecendo correr a esconder-se com o rabo entre as pernas. Era isso que (...)

Por isso... não falo da escuridão a quem só percebe de claridade!

19.05.22, Maria Soares
  fotografia minha   Pendo mais para a escuridão que para a luz. A claridade metálica fere-me os olhos. A penumbra afaga-os. Sussurra-me ao ouvido: "Calma, está tudo bem!"   Assegura-me que as chamas vorazes, não lamberão os campos, nem as encostas dos montes! Ambos continuarão verdes, dentro frescura possível, que debaixo de um sol implacável a terra ou o homem obtém. Descansa-me sobre o futuro árido. A dor excruciante de não cumprimentar mais a chuva. Antecipar a sua (...)

Skol!

18.05.22, Maria Soares
      Às vezes escrevo como uma inglesa bêbada à beira da inconsciência, a tentar comunicar em língua gestual, antes de cair para o lado. Um Viking atolado de Hidromel que resolve fazer o inventário das províncias que saqueou.      

Tempo atrás de tempo, que dá lugar ao tempo que há-de vir...

18.05.22, Maria Soares
    Não há passado, presente, nem futuro. Há tempo! E lidar com ele conforme se consiga e ele permita. Depois, tudo passa. Alcança-se o descanso das tantas batalhas que perdemos e que ganhámos.  Atrás do tempo que define hoje, está tempo! Tempo e nada mais que tempo. Tempo é tudo que nos dão, com prazo de validade.  Atravessamos o tempo como quem cruza um rio. De uma margem à outra, reboliço no meio.  Possíveis bancos de areia, onde não convém encalhar, esperando nunca (...)